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Catarata é responsável por quase 50% dos casos de cegueira no mundo

Doença acomete principalmente a população idosa, mas, felizmente, é reversível. Único tratamento é a cirurgia


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O oftalmologista Paulo Silvério Coelho Baeta explica que a doença provoca perda gradual da transparência do cristalino (foto: Adriana Pinheiro/Divulgação)

A catarata é uma doença que ataca milhões de pessoas em todo o mundo, sendo a causa mais comum a senil, ou seja, o envelhecimento natural do cristalino ao longo da vida. Há também a catarata congênita, na qual o bebê já nasce com a enfermidade (forma mais rara), e de causas secundárias, como o uso crônico de corticoide, doenças metabólicas, diabetes, uveítes (inflamação intraocular). Os sintomas podem incluir visão desfocada, diminuição de sensibilidade às cores, halos à volta das luzes, dificuldade em observar luzes brilhantes e de enxergar durante a noite. Poderá também afetar a condução, a leitura ou o reconhecimento de rostos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a catarata é responsável por 47,8% dos casos de cegueira no mundo, acometendo principalmente a população idosa.

Na realidade, o termo “catarata” é dado para qualquer tipo de perda de transparência do cristalino, lente situada atrás da íris, seja ela congênita ou adquirida, independentemente de causar ou não prejuízos à visão. Ela pode ocorrer em apenas um ou em ambos os olhos, dependendo da causa. Geralmente, é bilateral e assimétrica, ou seja, pode estar mais avançada em um dos olhos. Pode também ser unilateral se for secundária à doença ocular ou ao trauma do olho acometido. Hoje, é possível a redução da dependência dos óculos, tanto para longe quanto para perto, com implante de lentes intraoculares de foco estendido ou trifocais.

“A catarata é uma opacidade parcial ou total do cristalino, lente natural do olho localizado atrás da pupila. É composto basicamente por água e proteínas. As proteínas do cristalino têm características próprias e são responsáveis pela sua clareza e transparência. Com o envelhecimento dos olhos, a estrutura dessas proteínas se altera, o que provoca perda gradual da transparência do cristalino”, esclarece o oftalmologista Paulo Silvério Coelho Baeta, especialista em cirurgia de catarata e vítreo retiniana, da Clínica Alcance.

O especialista explica que essa mudança pode ser devida a diversos fatores, que se dividem entre congênitos e adquiridos.

PROCESSO LENTO

Entre as adquiridas, destacam-se: senil, tipo mais comum de apresentação. Ocorre a perda da transparência do cristalino ao longo dos anos. No entanto, o tempo de aparecimento pode variar entre indivíduos e famílias diferentes; traumática, tipo mais comum de catarata unilateral em indivíduos jovens. Pode ser causada por trauma penetrante, trauma contuso, radiação e descarga elétrica; induzida por medicamentos, causada principalmente pelo uso de corticosteroides, dependendo da dose, duração do tratamento e susceptibilidade individual. Outros exemplos são amiodarona, ouro, alopurinol, clorpromazina; e secundária, decorrente de uma doença ocular primária. Entre as causas estão a inflamação intraocular (uveíte), glaucoma agudo, alta miopia e distrofia hereditária do fundo do olho.”


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Olho antes de ser cortado pelo laser (A), e depois, quando o cirurgião remove o cristalino, durante o procedimento de retirada da catarata (B) (foto: Science AAS/Divulgação)

Já as congênitas ocorrem em aproximadamente três em cada 10 mil nascimentos, dos quais 60% são bilaterais. A causa principal é a mutação genética. Mas também ocorre devido a anormalidades cromossômicas, desordens metabólicas e infecções durante a gravidez, como a rubéola. E, ainda, pode ser consequência de um processo hereditário.

Paulo Baeta explica que a catarata é um processo lento, gradual e indolor. “Nas fases iniciais, pode passar despercebida. Ela, na imensa maioria dos casos, acomete os dois olhos, mas o faz, habitualmente, de modo assimétrico. Em geral, um olho apresenta uma catarata em estágio mais avançado que o outro. As primeiras queixas com relação à doença costumam ser a dificuldade para ver em locais com pouca iluminação, dirigir veículos à noite e para ler placas ou letras pequenas. Agravamento de uma miopia já existente também é um sintoma inicial comum. A necessidade de trocar o grau dos óculos com alguma frequência pode ser um sinal de catarata”, alerta o médico.

O especialista esclarece que, com a progressão da turvação do cristalino, a visão vai se tornando cada vez mais nebulosa e os contrastes menos perceptíveis. “Outros sintomas comuns são o incômodo com luzes fortes, que causam um brilho intenso na visão, e queixas de que as cores dos objetos e do ambiente estão mais amareladas, acastanhadas ou menos intensas. Alguns pacientes com catarata desenvolvem visão dupla”, ressalta o oftalmologista. “Se não tratada, a catarata pode evoluir para perda da visão, mas, felizmente, reversível. Não há como evitar a catarata, que se desenvolve com a idade”, alerta o médico.

Paulo Baeta salienta que o diagnóstico é feito por meio de exame de biomicroscopia ocular. “O único tratamento efetivo para curar a catarata é a cirurgia, que consiste na quebra e aspiração do cristalino opaco, utilizando um aparelho com ultrassom (Facoemulsificação). Depois da retirada da catarata, implanta-se a lente intraocular dobrável (em situações normais, o deslocamento dessa lente é algo muito raro), por meio de microincisão – 2,2mm – realizada na córnea. Atualmente, podemos também fazer uso do aparelho de laser de femtosegundo (unidade de medida de tempo) para realização de algumas etapas da cirurgia, como incisões, Capsulorhexis e fragmentação do cristalino, com o benefício de dar mais precisão, previsibilidade e reprodutibilidade à cirurgia de catarata.”

MILAGRE

José Antônio Rezende, de 60 anos, conta que estava tendo problemas com a visão e foi ao médico. “Não estava vendo as coisas direito e minha vista vinha aumentando cerca de um grau de miopia ao ano e já estava com 16 graus. Tinha dificuldades para enxergar, principalmente à noite. Fiz a consulta e o oftalmologista disse que eu estava com catarata e que precisava de operar o mais rápido possível. Feitos os exames, ele marcou a operação primeiro para o olho esquerdo, que estava numa situação pior.”

“A operação em si não durou nem 10 minutos. O anestésico foi local, por meio de colírio, e já saí da clínica enxergando normalmente. Incrível! Achei que as cores estavam mais vivas e conseguia enxergar coisas que me surpreenderam, como placas distantes. Feita a revisão, ele marcou a operação do olho direito para a semana seguinte. Chegando na clínica, foram feitos os preparativos e a operação não durou nem oito minutos. Resumindo, depois de pingar alguns colírios por cerca de um mês, voltei a enxergar perfeitamente bem, graças a Deus! Agora é fazer mais uma revisão daqui a seis meses. Depois, de ano em ano. Foi como se tivesse ocorrido um milagre”, diz José Antônio.

Paulo Baeta explica que, atualmente, a cirurgia da catarata tem o potencial de corrigir o grau de olhos míopes, hipermétropes e astigmatas por meio de lentes intraoculares. “Porém, é preciso ressaltar que essa correção dependerá de múltiplos fatores, como a técnica cirúrgica, a cicatrização do paciente e, principalmente, o cálculo dos implantes intraoculares”, observa.

Fonte: Portal Uai

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‘Era das telas’ dobra problemas de visão

As seguidas horas diante de uma tela – seja do celular, do tablet, do computador ou da televisão – já apresentam reflexo na saúde dos olhos de crianças e adolescentes brasileiros. Uma pesquisa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) mostra que o número de crianças que usam óculos de grau dobrou nos últimos dez anos, passando de 10% para 20%. Dessas, quatro em cada dez apresentam problemas de miopia, ou seja, há dificuldade para se enxergar com nitidez tudo o que não esteja próximo. O estudo foi realizado com 583 jovens.

O oftalmologista Luiz Carlos Molinari, diretor da Sociedade Mineira de Oftalmologia, explica que, diante de uma tela, a criança pisca menos e se esforça para manter o foco. “Isso causa fadiga, que traz mudanças no olho e que podem levar à miopia e a outros vícios de refração”, diz.

Segundo Molinari, os principais sintomas de algo errado na visão costumam ser dificuldade para identificar objetos a distância, esforço para manter o foco, hipersensibilidade à luz, lacrimejamento em excesso e vermelhidão nos olhos. Para evitar esses problemas, o ideal, segundo especialistas, é que o acesso a esses dispositivos não ultrapasse duas horas por dia.

Dentro de casa. Em apenas um ano, Bruno Henrique Valiceli Pin, 9, teve o grau de miopia aumentado por causa do uso excessivo de celular. “O grau passou de 2 para 3. O médico disse que a visão dele é equivalente à de um idoso, algo muito preocupante para uma criança dessa idade”, afirma a professora Christiane Valiceli, 39, mãe de Bruno Henrique.

O menino afirma que se adaptou rápido. “Os óculos me ajudam a ler, a estudar e a brincar com os meus amigos”, conta. No celular, ele diz que gosta de ver vídeos e filmes e acessar jogos. Depois do diagnóstico, as regras se tornaram rigorosas. “Hoje, meus filhos não ficam mais do que duas horas por dia, só até as 18h. O médico proibiu depois desse horário porque o considera perigoso”, declara Christiane, que também é mãe de Anna Gabrielle Valiceli Pin, 16. A jovem tem miopia e astigmatismo. “O grau aumentou um pouco porque ela não largava o celular”, revela a mãe.

‘Era das telas’ dobra problemas de visão

Anna Gabrielle, 16, que tem miopia e astigmatismo, não largava o celular e acabou apresentando aumento no grau no último ano

Para a adolescente, é difícil ficar sem o aparelho o tempo todo. “Uso o celular para conversar com os meus amigos, ver vídeos e ouvir músicas. Queria poder usar por mais tempo, mas sei que faz mal”, diz.

Na família da professora Lidiane Castilho, o filho caçula, Davi Castilho, 4, foi diagnosticado aos 2 anos com astigmatismo. “Ele não conseguia se concentrar nas atividades, ficava inquieto, irritadiço. Por isso eu e meu marido o levamos ao oftalmologista”, conta.

‘Era das telas’ dobra problemas de visão

O pequeno Davi Castilho, 4, tem o acesso ao celular e ao tablet limitado pelos pais para evitar que seu problema de visão aumente por causa da exposição excessiva às telas

Davi se adaptou bem ao uso dos óculos. “Eu gosto de usar porque posso brincar e fazer o que eu gosto”, diz o menino, que utiliza o tablet e o celular para jogos e desenhos. “Tenho mais dois filhos além dele. O Marcelo, de 12 anos, e a Sofia, de 6, não têm problemas de visão, mas limito o acesso. Cada um tem seu celular e só pode gastar uma bateria por dia”, afirma.

Mundo. Uma epidemia mundial de miopia pode estar muito próxima. Segundo o instituto americano IAPB Vision Atlas, até 2050, cerca de 50% da população do planeta – incluindo crianças que vivem em cidades grandes e nas regiões metropolitanas – devem ter miopia.

Um estudo feito em 2010 pelo instituto indicava que pouco mais de 28% dos habitantes do planeta tinham o distúrbio visual. Os pesquisadores alertam que a criança deste século vive em local fechado, quase sem acesso ao ar livre, é transportada para a maioria das atividades e gasta cada vez mais tempo na frente de tablets, TVs ou smartphones.

Miopia é o tipo que mais exige correção

Entre 20% e 25% de todas as crianças em idade escolar terão algum problema oftalmológico, desde simples erros refracionais até doenças oculares mais sérias. “Destas, cerca de 10% a 15% necessitarão de óculos. Estamos identificando cada vez mais quadros já existentes que não eram diagnosticados. No caso da miopia, ela é o tipo de grau que mais requer correção com óculos ou lentes de contato”, explica a oftalmologista pediátrica Débora Pinheiro, médica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Débora ressalta que, principalmente nas crianças menores, mesmo sem prejuízo das funções e do comportamento, existem graus que devem ser corrigidos com o objetivo de promover o desenvolvimento visual adequado referente a cada idade.

Mais danos. A oftalmologista alerta que, além da miopia, outros problemas oftalmológicos têm surgido entre adultos e crianças ligados à tecnologia. “São casos de síndrome do olho seco e cefaleia secundária”, exemplifica.

A médica ainda destaca que o tipo de luz emitido pela tela tem natureza potencialmente nociva para as estruturas oculares, principalmente para a retina, podendo alterar também a qualidade do sono dos usuários, conforme pesquisa em andamento.

Fonte: O Tempo

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Miopia atinge mais de 90% da população mundial, diz médico de Manaus

Tufim Salim

Segundo Tufi, o aconselhado é que a criança vá ao oftalmologista pelo menos a cada seis meses. | Foto: Márcio Melo

Manaus – A miopia tem se tornado cada vez mais comum dentre os problemas oftalmológicos. E nesse contexto, a miopia infantil também tem crescido estatisticamente. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) informam que a miopia atinge 1 bilhão de pessoas no mundo atualmente, e estima-se ainda que até 2050, a metade da população mundial seja míope. No Brasil, até 2020, o índice deve aumentar de 27 para 50, 7%.

A miopia é um defeito de refração em que os raios luminosos são formados antes da retina, que é a membrana no olho responsável por formar os estímulos luminosos em nervosos, que são enviados ao cérebro para que a imagem seja lida. Resumidamente á a dificuldade de enxergar bem algo que está distante. Uma pessoa míope enxerga normalmente coisas próximas, porém, quando se refere a distância, a visão fica desfocada.

Segundo o oftalmologista Tufi Filho, 95% da população mundial já nasce com problemas de visão e somente 5% nasce com a visão perfeita. Desse total, 15% têm dificuldades para enxergar a distância.

“Além da questão genética, o caso costuma se manisfestar ainda na infância, principalmente, se a criança é usuária de objetos que forcem a visão. O uso demasiado de smartphones, tablets, ficar muito tempo em frete à tela do computador e leitura em lugares com pouca iluminação, são alguns dos exemplos que podem contribuir para o surgimento desse defeito de refração, como chamamos a miopia”, disse Tufi.

O oftalmologista explica ainda que, atualmente, as crianças estão mais ligadas aos objetos eletrônicos. “Isso não é bom para olhos, pois força o músculo mudando o formato do córnea e ela fica mais curva que o normal, resultando numa visão borrada, desfocada”, explica.

Tufim Salim

Dr. Tufi Salim Jorge Filho, oftalmologista. | Foto: Márcio Melo

Há suspeitas que o estilos de vida dessas crianças também possa influenciar na saúde da visão. Estudos já mostraram que crianças que brincam e passam mais tempo em lugares ao ar livre tem menos chance de desenvolver ou agravar a miopia do que aquelas que ficam muito tempo dentro de ambientes internos.

Já entre os sintomas que possam sinalizar a miopia, o médico detalha que as pessoas devem ficar em alerta para queixas de dores de cabeça e enxaqueca constante, ardência nos olhos, fadiga, irritabilidade e dificuldade no aprendizado.

Diagnóstico

De acordo com Tufi, além dos sintomas já conhecidos, os responsáveis podem evitar algumas situações. “Leitura muito próxima a visão, sentar muito perto da televisão por muito tempo, forçar o olho para focar algo também podem ser indícios da doença”, alerta.

Mesmo com os sintomas, nada substitui a consulta médica. Segundo Tufi, o aconselhado é que a criança vá ao oftalmologista por, pelo menos a cada seis meses.

Tratamento

O problema em grande parte é resolvido mediante o uso de óculos, mas existe ainda a opção do uso das lentes de contato, que não são indicadas para crianças, ou em casos extremos, a cirurgia ocular.

Vale ressaltar que se não tratada, a miopia, a longo prazo, pode causar até mesmo uma cegueira parcial, surgimento de cataratas ou um desprendimento de retina, que é a perda da visão periférica, quando o tecido da parte anterior do olho se descola da camada de vasos sanguíneos que fornecem o oxigênio e os nutrientes necessários. O médico ressalta ainda que não existe tratamento medicamentoso para a miopia.

Fonte: http://d.emtempo.com.br/mova-se-saude/94841/miopia-atinge-mais-de-90-da-populacao-mundial-diz-medico-de-manaus

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A febre amarela pode afetar os olhos?

Com o recente aumento dos casos de febre amarela silvestre que o Brasil vivencia, e a consequente corrida aos postos de vacinação, muitas dúvidas surgem sobre a doença e seus diversos efeitos no organismo. Uma questão comum levantada pelos pacientes do H.Olhos é se o problema pode, de alguma forma, comprometer a visão.

Dr. Pedro Antonio Nogueira Filho, especialista em córnea e doenças oculares externas e chefe do pronto-socorro do hospital, explica. “Diretamente não. Entretanto, há relatos, raros, de que em alguns indivíduos foram observados quadros inflamatórios oculares como possível reação adversa após a vacinação contra a doença. Essas manifestações podem estar associadas às uveítes, caracterizadas pela inflamação da úvea (conjunto de estruturas formado pela íris, corpo ciliar e coróide); e vasculites, que se tratam da inflamação da parede dos vasos sanguíneos, podendo em ambos os casos levar à baixa da visão associada ao processo inflamatório.”

O médico ressalta que os pacientes com tais manifestações oftalmológicas pertencem possivelmente aos grupos com contraindicação à vacinação e cujos mecanismos normais de defesa contra as infecções estão enfraquecidos. “Como a vacina contém o vírus vivo atenuado, para estes indivíduos a necessidade da vacinação deve ser excluída ou autorizada caso a caso após avaliação por um especialista”, comenta.

Indivíduos com o sistema imunológico debilitado, como aqueles com doenças autoimunes, em tratamento com imunossupressores, com câncer e em tratamento ou não com quimioterapia/radioterapia, além de diabéticos, pessoas com HIV e que tem contagem de células CD4 menor que 350, os portadores de alergia grave ao ovo e mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade podem ter reações adversas com a vacina, inclusive nos olhos.

“Destaque também para pessoas que estão se recuperando de cirurgias, tais como os transplantes de órgãos que necessitam de imunossupressão, condição que leva a uma redução da capacidade de resposta imunológica do organismo. Na área oftalmológica, os pacientes submetidos previamente a transplante de córnea estão aptos para a vacinação, exceto os que se encontram em imunossupressão sistêmica. Em caso de dúvida, é fundamental se consultar com um médico antes da imunização e ter ciência se você se encaixa em um grupo de pessoas para o qual não é indicada a proteção contra a febre amarela”, diz o Dr. Pedro Antonio.

No site do Ministério da Saúde é possível encontrar orientações e quem pode ou não receber a vacina: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/febre-amarela

Mas e os olhos amarelados?

Um dos sintomas avançados da febre amarela é a icterícia. “O problema é decorrente de um processo inflamatório do fígado. Isso leva a um aumento na produção das enzimas hepáticas que, em concentrações elevadas, por um excesso de bilirrubina que se armazena nos tecidos, torna-se evidente uma coloração amarelada e que ganha destaque na parte branca dos olhos, por ser uma região mais clara que a pele. Porém, não afeta a visão”, esclarece o médico.

A febre amarela atual é apenas silvestre

O vírus que causa a febre amarela, urbana ou silvestre, é exatamente o mesmo. A febre amarela silvestre é transmitida por mosquitos (Haemagogus e Sabethes) que habitam matas e a beira dos rios. A febre amarela urbana não existe no Brasil desde 1942 e a diferença é que ocorre quando um mosquito que existe nas cidades, o Aedes aegypti, pica uma pessoa doente e depois pica outra pessoa susceptível, transmitindo a febre amarela.

Fonte: www.segs.com.br

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Cuidado: exposição dos olhos aos raios solares pode causar nove doenças oculares. Usar óculos escuros é fundamental

De acordo com o oftalmologista Renato Neves, do Eye Care Hospital de Olhos, a luz invisível, solar, é composta por raios infravermelhos e ultravioleta. Enquanto a radiação infravermelha é percebida em forma de calor, a ultravioleta desencadeia reações que vão desde o bronzeamento até queimaduras e fotoalergias.

Para se proteger das radiações, todos devem fazer uso diário de óculos escuros com filtro UV nas lentes, que bloqueiem entre 99% e 100% dos raios UVA e UVB.

Mais do que em qualquer época do ano, no verão a incidência de raios ultravioleta (UVA e UVB) é bastante alta. Portanto, ninguém deve sair de casa sem proteger os olhos com óculos de sol. De acordo com o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, o acessório é imprescindível e deve ser usado até mesmo nos dias nublados. “A exposição exagerada aos raios solares pode causar, no mínimo, nove doenças oculares: câncer de pele, câncer da conjuntiva (membrana mucosa e transparente que reveste e protege o globo ocular), pinguécula (espessamento da conjuntiva), pterígio (fibrose da conjuntiva), ceratite (inflamação da córnea), catarata (opacificação do cristalino), degeneração do vítreo (responsável por manter a forma esférica do olho), retinopatia solar (queimadura da retina) e degeneração macular (deterioração da visão central).”

O médico explica que a luz invisível é composta por raios infravermelhos e ultravioleta. Enquanto a radiação infravermelha é percebida em forma de calor, a ultravioleta desencadeia reações que vão desde o bronzeamento até queimaduras e fotoalergias. “Para se proteger das radiações, todos devem fazer uso diário de protetor solar para pele e óculos escuros com filtro UV nas lentes. Vale ressaltar que é fundamental que os óculos bloqueiem entre 99% e 100% dos raios UVA e UVB. Sendo assim, as pessoas devem fugir da tentação de adquirir óculos vendidos baratinho na praia, geralmente cópias de grandes marcas ou óculos genéricos que não ofereçam nenhuma garantia para a saúde ocular”.

Já com relação à cor das lentes, Neves afirma que a escolha é uma combinação de gosto pessoal e de função. “Com exceção da lente preta, que é mais indicada no pós-operatório de cirurgia ocular, as demais cores de lentes devem levar em consideração sua utilidade. As lentes de cor cinza e marrom proporcionam bastante conforto visual e são as preferidas de quase todo mundo. Quem dirige bastante ou já passou dos 60 anos costuma dar preferência às lentes verdes, que oferecem melhor visão de contraste. Quem pratica muita pescaria, esportes náuticos, caça ou ainda pretende viajar para o exterior, onde está nevando, deve optar por lentes de cor púrpura ou vermelha, porque elas aumentam a visão de contraste em ambientes com fundo azul ou verde.”

Por fim, o especialista ressalta que os óculos devem se ajustar bem aos dois lados do rosto para que os raios solares não penetrem pelas laterais. Além disso, os adultos não devem se descuidar da visão de seus filhos. “Os pais, às vezes, têm dois ou três óculos de sol para usar, mas acham natural que o filho saia de casa sem qualquer proteção ocular. Trata-se de um erro grave, porque os efeitos nocivos do sol são cumulativos e podem se manifestar a qualquer momento. Por isso, toda criança deve ter bons óculos de sol – incluindo os bebês – e deve ficar à sombra entre 10h e 14h, período em que os raios UV são mais fortes. Chapéus e bonés também devem ser usados nesses casos”.

Fonte: Dr. Renato Neves, médico oftalmologista e diretor-presidente do Eye Care

veja 5 mitos

Proteja seus olhos sem se preocupar com as lendas sobre a visão

Ler dentro de um carro em movimento faz mal à vista. O que te leva a acreditar na afirmação é que você realmente sente um mal-estar ao tentar realizar a tarefa. Sendo assim, melhor prevenir do que remediar. Entortar os olhos também é uma brincadeira que deve ser evitada, já que a ação pode causar estrabismo, não é mesmo? A verdade é que você está precisando rever seus conceitos quando o assunto é a visão. Alguns mitos rondam os olhos. Abaixo, o oftalmologista Renato Dias desvenda cinco deles.

Mito 1: Leitura em movimento traz problemas à visão

O mal-estar é comum na maioria das pessoas que se aventura a ler dentro de um veículo em movimento. Segundo o oftalmologista Renato Dias, o desconforto acontece porque tem gente mais vulnerável à mudança constante da distância focal, ou seja, à variação da distância entre os olhos e o papel causada pelo movimento do carro.

Porém, a náusea sentida por tais pessoas não interfere em nada do poder da visão e tampouco provoca descolamento da retina. O especialista garante que a afirmação não passa de crendice popular.

Mito 2: Entortar os olhos causa estrabismo

A brincadeira de criança costuma ser boicotada pelos pais, preocupados com as conseqüências à visão dos pequenos. Mais uma bobagem, de acordo com Renato. Ele diz que a musculatura externa dos olhos é usada constantemente nos movimentos para enxergar de um lado para o outro. Por isso, o exercício de aproximar as pupilasnão oferece riscos.

Mito 3: Deixar de usar os óculos força a vista e aumenta o grau dos óculos

Quando o problema de visão já foi diagnosticado e os óculos são recomendados, logicamente que seu uso é necessário. No entanto, esquecer o acessório para realizar tarefas que exigem bastante da vista, como ler ou assistir à televisão, não faz com que o grau dos óculos aumente. A pessoa pode sentir um desconforto maior e sintomas como dor de cabeça, ardor nos olhos, vermelhidão ocular e lacrimejamento. Mas o problema nao se agravará , completa o oftalmo.

Mito 4: Quaisquer óculos de sol podem proteger os olhos da radiação

Engano perigoso, já que lentes escuras provocam a dilatação das pupilas para adaptá-las à menor quantidade de luz, deixando assim, os olhos mais vulneráveis às radiações do sol. Se as lentes não possuem um filtro adequado contra raios ultravioletas A e B, a entrada da radiação no interior dos olhos será mais acentuada em virtude da dilatação pupilar. Conseqüentemente, os danos serão maiores, alerta o especialista.

Ainda de acordo com Renato Dias, vale lembrar que o uso de óculos escuros de qualidade em ambientes externos é primordial para reduzir o risco de desenvolvimento de problemas como pterígio, catarata e degeneração macular. “Estes problemas desenvolvem-se lentamente sendo percebidos a longo prazo, após anos de exposição solar”, completa.

Mito 5: Assistir à televisão ou ler por horas seguidas faz com que a vista fique cansada

O oftalmologista Renato Dias afirma que não existe relação entre hábitos visuais e o início da presbiopia, a famosa vista cansada. O problema é notado a partir dos 40 anos de idade e caracterizado pela dificuldade em ler de perto. É comum as pessoas que sofrem com a presbiopia sentirem necessidade de afastar o papel para conseguir ler , nota o especialista. Renato informa que a solução é usar óculos de leitura.

Já quem passa horas em frente à TV ou lendo um livro, pode ter um cansaço visual, variando com o tempo de leitura e com a distância do livro ou da televisão. Quando o paciente já é adepto dos óculos por causa de algum problema específico na visão e o grau do acessório não estiver adequado, o cansaço também pode acontecer. No entanto, o mal-estar é diferente do problema que acomete pessoas de meia-idade.

Para driblar o inconveniente, o especialista aconselha a realizar uma higiene visual. Nada mais é que dar intervalos de cinco a 10 minutos a cada hora de leitura ou do uso do computador, por exemplo . Renato explica que a higiene é ainda mais benéfica quando olhamos para uma distância superior a cinco metros, já que, assim, há o relaxamento completo da musculatura intra-ocular.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/1981-proteja-seus-olhos-sem-se-preocupar-com-as-lendas-sobre-a-visao

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O Dia Mundial de Diabetes está chegando, mas as ações já começaram!

Ontem foi um marco para o Mutirão do Diabético, evento tradicional e anualmente esperado na cidade de Itabuna- Bahia

Com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, o Mutirão do Diabético de Itabuna capacitou cerca de 400 agentes comunitários de Saúde.

Esses profissionais são extremamente importantes, pois estão em contato direto com os pacientes, principalmente a parcela mais carente da população.

O dia foi composto por aulas sobre o Diabetes e suas complicações e capacitação prática do exame do pé diabético. Contamos também com a presença do Dr. Rafael Ernane, coordenador do mutirão do diabético. O objetivo do evento é a melhoria do atendimento multidisciplinar para as pessoas com Diabetes na Rede pública de saúde.

Veja as fotos desse momento tão especial

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Lentes de contato

O globo ocular é constituído por diversas estruturas: na parte anterior do olho, localizam-se a córnea (camada fina e transparente para permitir a passagem da luz), a íris (que funciona como o diafragma das máquinas fotográficas, abrindo ou fechando para regular a intensidade da luz que entra pela pupila) e o cristalino, lente que faz o ajuste para que os raios luminosos incidam exatamente na retina e formem uma imagem nítida.


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Na imagem 1 , está representada em azul uma lente de contato colocada diretamente sobre a córnea.

A maioria das pessoas, no decorrer da vida, precisa usar óculos. Algumas se adaptam a seu uso dos óculos e não pensam em outra solução para enxergar melhor; já outras consideram os óculos um estorvo e procuram um modo de livrar-se deles através de cirurgia ou de lentes de contato. Existem até lentes de contato coloridas que modificam a cor dos olhos. Como num passe de mágica, elas transformam olhos castanhos em azuis, olhos azuis em olhos pretos e estes, em castanhos.

No entanto, sempre é bom lembrar que, para serem usadas, as lentes de contato exigem cuidados especiais e a indicação precisa de um oftalmologista.

TIPOS DE LENTES DE CONTATO

Drauzio – Quando as lentes de contato começaram a ser usadas para corrigir defeitos da visão?

Amaryllis Avakian – As lentes de contato surgiram por volta de 1930. As primeiras que apareceram eram rígidas, difíceis de serem usadas pelo desconforto que provocavam. A descoberta de novos materiais para fabricá-las tornou-as mais confortáveis, mas seu uso requer cuidados e a orientação de um médico oftalmologista.

Atualmente, existem lentes de contato rígidas e gelatinosas (imagem 2) . As rígidas são feitas de poliometilmetacrilato, mas existem também as fluorcarbonadas e as siliconadas. Estas, por serem menos rígidas, permitem maior permeabilidade ao oxigênio e são indicadas para corrigir defeitos visuais específicos.

Drauzio – Mesmo as lentes rígidas mais modernas dão a impressão de que, se não forem colocadas com cuidado, podem cortar o olho.

Amaryllis Avakian – No início, todos os tipos de lentes rígidas podem provocar desconforto e exigem um tempo de adaptação que pode variar de uma pessoa para outra. Provocam também muito lacrimejamento e, às vezes, dor, como se houvesse como se houvesse um cisco enorme dentro dos olhos.


Lentes

Uma lente de contato em bom estado e bem adaptada não corta os olhos, mas diversos problemas podem ocorrer se a lente for mal adaptada ou comprada em locais de precedência duvidosa, como certos sites da internet, por exemplo.

Drauzio – A lente gelatinosa que aparece na imagem 3 é colorida e muito fina.

Amaryllis Avakian – A adaptação à lente gelatinosa é bem mais fácil. Mesmo assim, elas podem gerar vários problemas.

INDICAÇÕES PARA USO

Drauzio – A lente gelatinosa parece ser anatomicamente mais confortável do que a rígida. Há indicações precisas para a lente rígida continuar sendo usada?

Amaryllis Avakian – Cada lente tem uma indicação precisa. Por exemplo, por ser muito flexível, a lente gelatinosa não corrige graus altos de astigmatismo nem é o tipo ideal para pacientes com ceratocone (cerato e córnea são sinônimos), uma doença que se manifesta na parte anterior da córnea, que sofre uma protusão e assume o formato de um cone. Nesse caso, a lente rígida é a mais indicada, porque comprime o cone de forma a regularizar a superfície anterior do olho, o que melhora muito a visão.

Para casos de astigmatismo irregular (por exemplo, após traumatismos nos quais há perfuração da córnea), a lente rígida também é a que oferece melhor resultado visual

Mesmo com o advento das lentes gelatinosas, as lentes rígidas continuam tendo sua aplicabilidade. Existem pacientes com miopia ou hipermetropia tão adaptados às lentes rígidas que, embora saibam que poderiam usar lentes gelatinosas, optam por continuar utilizando o tipo de lentes que estão acostumados, porque as consideram muito seguras e porque geram menos complicações do que as gelatinosas.

Drauzio – A partir de quantos graus de astigmatismo a lente gelatinosa não deve ser mais indicada?

Amaryllis Avakian – Em geral, as lentes gelatinosas podem ser usadas para casos de astigmatismo até no máximo um grau, mas essa tolerância pode variar de paciente para paciente. A partir desse grau, se utilizadas, as gelatinosas não corrigirão totalmente o problema visual e a pessoa ficará com a visão embaçada.


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Existe um tipo especial de lente gelatinosa, chamada lente tórica, que corrige também o astigmatismo. Alguns indivíduos adaptam-se muito bem a elas, enquanto outros necessitam das lentes rígidas para obter uma visão nítida.

Drauzio – Para a população acima de 40 anos, que começa a ter dificuldade para enxergar de perto e tem outros problemas de visão como astigmatismo, hipermetropia ou miopia, existem lentes de contato capazes de corrigir os dois defeitos?

Amaryllis Avakian – Existem lentes que corrigem a miopia (dificuldade para enxergar de longe) e a presbiopia (dificuldade para enxergar de perto), porém o conforto que proporcionam não é grande e devem ser usadas por pouco tempo em situações sociais – almoços em restaurantes, festas, casamentos – às quais não se quer comparecer usando óculos. Elas não são indicadas, por exemplo, para indivíduos com comprometimento da visão para longe e para perto, que pretendam usá-las o dia inteiro.

Drauzio – Para pessoas que não enxergam bem de perto nem de longe, a única solução continua sendo os óculos bifocais?

Amaryllis Avakian – Existem outras opções. Em alguns casos, conseguimos corrigir o defeito para perto num olho e o defeito para longe no outro olho, mas algumas pessoas não se adaptam a esse tipo de intervenção. A outra possibilidade é corrigir apenas a miopia com a lente de contato e a pessoa continuar usando óculos para a leitura.

Drauzio – Parece estranho enxergar com um olho de perto e com o outro de longe. Como o cérebro entende essas mensagens?

Amaryllis Avakian – Parece estranho, mas a experiência mostra que é uma alternativa melhor do que a lente de contato bifocal para algumas pessoas, embora outras não se acostumem com ela.

A adaptação do cérebro não constitui um problema maior. No começo é mais difícil, mas mantendo o uso, ele se acomoda à nova situação.

MELHOR OPÇÃO

Drauzio – Existem situações em que é melhor usar lente de contato do que óculos, ou a indicação obedece sempre a valores estéticos?

Amaryllis Avakian – Existem situações em que as lentes de contato são a melhor indicação. É o caso da pessoa que tem grau muito alto em um dos olhos somente, ou daquela que faz cirurgia da catarata num dos olhos e não recebe o implante do cristalino.

Como consequência, ela fica com 10 a 15 graus de hipermetropia no olho operado e, talvez, uma pequena alteração no outro olho. Se lhe receitarmos óculos com diferença de grau muito grande em cada lente, ela jamais conseguirá juntar as duas imagens no cérebro e as lentes de contato representarão apenas uma das soluções para o problema. A outra seria o implante do cristalino, se houver possibilidade de fazê-lo.

CONTRAINDICAÇÕES

Drauzio – Existem situações em que as lentes de contato não devem ser usadas de jeito nenhum?

Amaryllis Avakian – Existem contraindicações relativas e absolutas. Lentes de contato não podem ser usadas por pessoas que tenham olhos secos, apresentem algum tipo de alergia no olho ou alterações nas pálpebras e na córnea. Não devem ser usadas, também, em ambientes muito poluídos, nem por pessoas que exerçam certas atividades. Por exemplo, as lentes de contato não são indicadas para os trabalhadores da construção civil. Os resíduos existentes no local do trabalho e as mãos que estão quase sempre sujas aumentam consideravelmente a possibilidade de contaminação.

Drauzio – Como você orienta a pessoa que tem um defeito de visão que pode ser corrigido pelas lentes de contato e não apresenta nenhuma contraindicação mais séria para usá-las?

Amaryllis Avakian – O pré-requisito básico é a pessoa estar motivada para usar as lentes de contato. Depois, ela precisa entender que lente de contato é um perigo potencial para os olhos. A córnea, que se situa na parte anterior do olho, é uma membrana com seis milímetros de espessura, transparente como o vidro de um relógio, sem nenhum vaso em sua superfície que provoque desvio da luz e embaçamento da visão. A ausência de vasos sanguíneos faz com que sua nutrição ocorra por via indireta, ou seja, ela capta oxigênio e nutrientes dos vasos distantes, do ar e do filme lacrimal, que é distribuído dentro do olho quando piscamos. Colocando uma lente sobre a córnea, a ação do filme lacrimal fica alterada, porque a lente é um objeto estranho que impede o contato do oxigênio com a córnea.

Drauzio – A lágrima precisa passar entre a córnea e a lente?

Amaryllis Avakian – A lágrima precisa passar para que o uso da lente não ocasione problemas. Se não passar, a córnea não respira e surgem vasos sanguíneos que a deixam completamente alterada. O grande problema é que essas alterações não ocorrem de um dia para o outro.

As pessoas precisam saber que, a longo prazo, comprar lentes de contato num estabelecimento comercial qualquer e usá-las sem orientação médica representa um grande perigo para seus olhos. Na verdade, o uso crônico das lentes diminui a oxigenação da córnea e pode provocar úlceras ou outras alterações que levam à cegueira.

Drauzio – Você já viu isso acontecer?

Amaryllis Avakian – Já. Na prática diária, é muito frequente observar complicações que ocorreram porque as pessoas não foram orientadas como deviam.

Drauzio – Quais são os erros mais comuns que elas cometem?

Amaryllis Avakian – O primeiro erro é comprar a lente num lugar qualquer. A lente precisa ser indicada por um médico que deve adaptá-la ao olho do usuário. A lente que serve para mim, não serve para você, por exemplo.

Além disso, a lente não dispensa controle periódico. Está enganado quem acha que pode passar dez anos sem voltar ao médico que adaptou a lente. As consultas devem ser repetidas a cada seis meses para verificar se o uso da lente não está causando algum efeito adverso no olho.

Outro erro acontece na hora de limpar a lente, caso não sejam respeitadas as especificações do fabricante.

Drauzio – Muitas pessoas não tiram a lente nem na hora de dormir…

Amaryllis Avakian – Muita gente faz isso por falta de orientação. Lentes de contato devem ser retiradas obrigatoriamente antes de dormir. Se durante o dia, com os olhos abertos, elas já diminuem a oxigenação da córnea, imagine à noite com as pálpebras fechadas. Mesmo as descartáveis, que permitem maior permeabilidade do oxigênio, não resolvem, porque não há nada como deixar a córnea livre para evitar problemas.

LIMPEZA DAS LENTES

Drauzio – Como deve ser feita a limpeza das lentes?

Amaryllis Avakian – Existem soluções indicadas para limpar cada tipo de lente, à venda nas farmácias, e elas devem ficar imersas nesses produtos durante toda a noite. Para as descartáveis que serão trocadas em quinze ou trinta dias, isso basta. Já as que vão ser usadas por um ano requerem cuidados especiais. Além de remover resíduos (cosméticos, secreções, etc.) que aderem às lentes, é preciso fazer a desproteinização, ou seja, retirar os depósitos de proteínas a cada sete ou quinze dias, conforme o tipo de lente.

Outra medida importante é limpar o estojo em que são guardadas e que precisa ser trocado a cada seis meses. Estudos apontam que complicações nos olhos, como úlceras de córnea ou infecções graves, foram causadas por micro-organismo presente no estojo em que era colocada a lente.

Drauzio – A lente não produz proteínas. É o olho que produz. Como elas formam depósitos na lente?

Amaryllis Avakian – A lágrima faz com que as proteínas se depositem no olho e elas se fixam na lente. A limpeza diária com o produto vendido nas farmácias retira somente a oleosidade e os detritos poluentes. Os depósitos de proteínas têm de ser removidos utilizando uma substância especial.

Drauzio – E muita gente põe e tira a lente sem tomar cuidados básicos com a higiene das mãos.

Amaryllis Avakian – É verdade. Quem usa lentes precisa manter as unhas curtas, bem aparadas, lavar as mãos e jamais usar água da torneira para a limpeza da lente. A acantameba, um dos micro-organismos presente na água da torneira, provoca infecção muito grave nos usuários de lente de contato e pode levar à cegueira.

ESQUEMA DE TROCA E CUSTO

Drauzio – Qual é o esquema ideal de troca das lentes descartáveis?

Amaryllis Avakian – A lente “one day” deve ser trocada todos os dias, mas as pessoas acabam abusando e a usam por vários dias. Esse descuido é a causa de muitas complicações.

Drauzio – Essas lentes de troca diária custam caro?

Amaryllis Avakian – Dependendo da marca, as lentes de troca diária custam aproximadamente duzentos reais por mês.

Drauzio – Quanto custam as lentes que duram mais tempo?

Amaryllis Avakian – Lentes que duram um mês saem a mais ou menos R$80,00 cada caixa com seis lentes. Em geral, a pessoa precisa comprar duas caixas, uma para cada olho, portanto adquire lentes para seis meses de uso.

Lentes que podem ser usadas durante um ano custam por volta de R$100,00 a unidade.

Drauzio – Que sintomas no olho indicam que a lente de contato está sendo usada de maneira inadequada?

Amaryllis Avakian – O uso da lente de contato não pode embaçar a visão, nem provocar lacrimejamento, vermelhidão ou outras alterações como coceira, ardor e secreção. Qualquer um desses sintomas é sinal de que o médico deve ser procurado com urgência.

PERGUNTAS ENVIADAS POR E-MAIL

Talita Berchat – Vitória/ES – Por que algumas pessoas não podem usar lentes de contato?

Amaryllis Avakian – Algumas pessoas não podem usar lentes de contato por características anatômicas do próprio olho (olho seco, alergias, etc.) ou porque não serão capazes de tomar os cuidados que seu uso requer. Por esse motivo, lentes de contato não devem ser indicadas para as crianças.

Tatiane Mairim – Guarulhos/ SP – O uso de lentes coloridas pode prejudicar os olhos de quem não apresenta déficits visuais?

Amaryllis Avakian – A lente colorida prejudica os olhos da mesma forma que as outras lentes. Mesmo que não tenham grau e atendam só uma indicação estética, devem ser adaptadas aos olhos do usuário por um médico e requerem controle especializado.

Eliane Botelho – Juiz de Fora/MG – Lentes descartáveis podem provocar alergias, edema e secreção?

Amaryllis Avakian – Podem e isso é comum, principalmente se a pessoa dormir com elas e não respeitar o tempo indicado para o descarte nem as condições de limpeza da lente.

Silvia de Carvalho – Itanhaém/SP – Existem lentes de contato antialérgicas?

Amaryllis Avakian – Não existem lentes antialérgicas, embora as de troca diária tenham diminuído muito os casos de alergia à própria lente ou aos produtos de limpeza.

Fonte:

https://drauziovarella.com.br/entrevistas-2/lentes-de-contato/

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Quais os sintomas dos tumores oculares?

Os sintomas dependem da localização. Se o tumor está na parte externa do olho, como pálpebras e conjuntiva, o indivíduo vai notar a presença de um nódulo ou “caroço” que cresce e pode ulcerar. Algumas manchas pigmentadas (“sinais” ou “pintas”), que crescem progressivamente, também pode ser um sinal de alerta para “malignização” destas lesões.

Em geral os tumores internos se manifestam com alteração da visão, seja por diminuição da acuidade visual, embaçamento, manchas no campo de visão, “flashs” de luz. Estes sintomas são comuns a muitas outras doenças oculares, de modo que só o oftalmologista poderá esclarecer ou encaminhar a um especialista com formação nesta área.

O retinoblastoma se manifesta com alteração do reflexo da pupila que se mostra como um reflexo branco, brilhante, como olho de gato. O reflexo normal da pupila diante de um flash de luz de uma máquina fotográfica é um reflexo vermelho. Qualquer alteração deste reflexo deve ser investigada.

Lesões localizadas na órbita podem causar deslocamento do globo ocular e alterações na posição das pálpebras.

Fonte:

http://www.cbo.net.br/novo/publico-geral/tudo-sobre-tumores-oculares.php

Veja_Bem_Veja_para_Sempre_Perda-Visao

Em que casos podem ocorrer perdas súbitas de visão?

Quem já assistiu ao filme Ensaio sobre a Cegueira do cineasta Fernando Meirelles sai do cinema impactado de várias maneiras. O filme começa num ritmo acelerado, com um homem que perde a visão de um instante para o outro enquanto dirige de casa para o trabalho e que mergulha em uma espécie de névoa leitosa. Após este primeiro episódio, uma a uma, cada pessoa com quem ele se encontra – sua esposa, seu médico, até mesmo o aparentemente bom samaritano que lhe oferece carona para casa – terá o mesmo destino. Na medida em que a doença se espalha, o pânico e a paranóia contagiam a cidade. As novas vítimas da “cegueira branca” são cercadas e colocadas em quarentena num hospício caindo aos pedaços, onde qualquer semelhança com a vida cotidiana começa a desaparecer…

Nos consultórios oftalmológicos, a pergunta mais freqüente ouvida pelos médicos, após a estréia do filme, é se os casos de cegueira súbita são comuns. Qualquer um pode ser acometido pela súbita falta de visão em meio ao caótico trânsito de São Paulo? , questionam os pacientes. Quando a visão diminui ou desaparece nos dois olhos, ao mesmo tempo, como no filme Ensaio Sobre Cegueira, os motivos são, na maioria das vezes, de ordem neurológica. O olho é uma extensão do sistema nervoso central. Um quadro neurológico agudo pode ocasionar cegueira súbita. Entre os problemas neurológicos, a enxaqueca é uma das causas mais comuns. Algumas enxaquecas podem causar cegueira transitória. Nestes casos, passada a cefaléia, a visão se normaliza. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaléia, a enxaqueca com aura – alterações de visão – acomete de 10% a 15% dos pacientes, e os casos de cegueira parcial são raros. Os de cegueira total, então, são raríssimos.

Além das enxaquecas, algumas doenças sistêmicas também podem levar à perda de visão. Pacientes que sofrem de hipertensão arterial e que apresentam colesterol alto são mais propensos à baixa de visão, que pode ser repentina e total. Uma queixa comum dos pacientes hipertensos é o aparecimento de moscas volantes, que podem ser descritas como pontos pretos, manchas escurecidas ou fios que se assemelham às teias de aranha, observados principalmente quando o paciente olha para uma parede branca ou para o céu claro.

No caso das doenças sistêmicas, o diabetes também é fator de risco, pois afeta a retina, e pode deteriorar a visão da noite para o dia. Uma das mais sérias comorbidades do diabetes é a retinopatia diabética, caracterizada por alterações vasculares, lesões que aparecem na retina, podendo causar pequenos sangramentos e a perda da acuidade visual.

Pacientes que apresentam miopia alta que usam lentes corretivas com mais de dez graus também têm maior predisposição para a cegueira súbita, mas neste caso, é possível prevenir o problema. É preciso fazer rotineiramente um exame de retina.

Além dos fatores já citados, outras razões podem provocar a perda de visão subitamente, como inflamações do nervo óptico, das meninges, deslocamento de retina, obstrução de veias e artérias ligadas ao globo ocular e o glaucoma. A cegueira súbita acontece com mais freqüência em apenas um olho. E em muitos desses casos, o paciente pode não perceber claramente a baixa de visão.

Dr. Virgilio Centurion é oftalmologista, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Fonte:

http://www.minhavida.com.br/saude/materias/3868-em-que-casos-podem-ocorrer-perdas-subitas-de-visao