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Quais os sintomas dos tumores oculares?

Os sintomas dependem da localização. Se o tumor está na parte externa do olho, como pálpebras e conjuntiva, o indivíduo vai notar a presença de um nódulo ou “caroço” que cresce e pode ulcerar. Algumas manchas pigmentadas (“sinais” ou “pintas”), que crescem progressivamente, também pode ser um sinal de alerta para “malignização” destas lesões.

Em geral os tumores internos se manifestam com alteração da visão, seja por diminuição da acuidade visual, embaçamento, manchas no campo de visão, “flashs” de luz. Estes sintomas são comuns a muitas outras doenças oculares, de modo que só o oftalmologista poderá esclarecer ou encaminhar a um especialista com formação nesta área.

O retinoblastoma se manifesta com alteração do reflexo da pupila que se mostra como um reflexo branco, brilhante, como olho de gato. O reflexo normal da pupila diante de um flash de luz de uma máquina fotográfica é um reflexo vermelho. Qualquer alteração deste reflexo deve ser investigada.

Lesões localizadas na órbita podem causar deslocamento do globo ocular e alterações na posição das pálpebras.

Fonte:

http://www.cbo.net.br/novo/publico-geral/tudo-sobre-tumores-oculares.php

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Em que casos podem ocorrer perdas súbitas de visão?

Quem já assistiu ao filme Ensaio sobre a Cegueira do cineasta Fernando Meirelles sai do cinema impactado de várias maneiras. O filme começa num ritmo acelerado, com um homem que perde a visão de um instante para o outro enquanto dirige de casa para o trabalho e que mergulha em uma espécie de névoa leitosa. Após este primeiro episódio, uma a uma, cada pessoa com quem ele se encontra – sua esposa, seu médico, até mesmo o aparentemente bom samaritano que lhe oferece carona para casa – terá o mesmo destino. Na medida em que a doença se espalha, o pânico e a paranóia contagiam a cidade. As novas vítimas da “cegueira branca” são cercadas e colocadas em quarentena num hospício caindo aos pedaços, onde qualquer semelhança com a vida cotidiana começa a desaparecer…

Nos consultórios oftalmológicos, a pergunta mais freqüente ouvida pelos médicos, após a estréia do filme, é se os casos de cegueira súbita são comuns. Qualquer um pode ser acometido pela súbita falta de visão em meio ao caótico trânsito de São Paulo? , questionam os pacientes. Quando a visão diminui ou desaparece nos dois olhos, ao mesmo tempo, como no filme Ensaio Sobre Cegueira, os motivos são, na maioria das vezes, de ordem neurológica. O olho é uma extensão do sistema nervoso central. Um quadro neurológico agudo pode ocasionar cegueira súbita. Entre os problemas neurológicos, a enxaqueca é uma das causas mais comuns. Algumas enxaquecas podem causar cegueira transitória. Nestes casos, passada a cefaléia, a visão se normaliza. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaléia, a enxaqueca com aura – alterações de visão – acomete de 10% a 15% dos pacientes, e os casos de cegueira parcial são raros. Os de cegueira total, então, são raríssimos.

Além das enxaquecas, algumas doenças sistêmicas também podem levar à perda de visão. Pacientes que sofrem de hipertensão arterial e que apresentam colesterol alto são mais propensos à baixa de visão, que pode ser repentina e total. Uma queixa comum dos pacientes hipertensos é o aparecimento de moscas volantes, que podem ser descritas como pontos pretos, manchas escurecidas ou fios que se assemelham às teias de aranha, observados principalmente quando o paciente olha para uma parede branca ou para o céu claro.

No caso das doenças sistêmicas, o diabetes também é fator de risco, pois afeta a retina, e pode deteriorar a visão da noite para o dia. Uma das mais sérias comorbidades do diabetes é a retinopatia diabética, caracterizada por alterações vasculares, lesões que aparecem na retina, podendo causar pequenos sangramentos e a perda da acuidade visual.

Pacientes que apresentam miopia alta que usam lentes corretivas com mais de dez graus também têm maior predisposição para a cegueira súbita, mas neste caso, é possível prevenir o problema. É preciso fazer rotineiramente um exame de retina.

Além dos fatores já citados, outras razões podem provocar a perda de visão subitamente, como inflamações do nervo óptico, das meninges, deslocamento de retina, obstrução de veias e artérias ligadas ao globo ocular e o glaucoma. A cegueira súbita acontece com mais freqüência em apenas um olho. E em muitos desses casos, o paciente pode não perceber claramente a baixa de visão.

Dr. Virgilio Centurion é oftalmologista, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Fonte:

http://www.minhavida.com.br/saude/materias/3868-em-que-casos-podem-ocorrer-perdas-subitas-de-visao

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Olhos secos: cuidados evitam dor e infecções

Sensação de queimação e ardência, olhos cansados ou sobrecarregados após uma leitura e desconforto com lentes de contato podem ser sintomas de olhos secos. De acordo com a oftalmologista Ruth Miyuki Santo, responsável pelo Ambulatório de Córnea e Superfície Ocular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), os olhos tem uma lubrificação natural chamada lágrima ou filme lacrimal. Além de lubrificar, esse líquido protege nossos olhos contra micro-organismos estranhos, que podem agredir a visão. As lágrimas são produzidas nas glândulas lacrimais e compostas por água, sais minerais, gorduras e proteínas. Quando as glândulas lacrimais sofrem alguma mudança que interfere na produção de lágrima, os olhos ficam ressecados e menos protegidos, causando desconforto e problemas de visão.

A síndrome do olho seco geralmente é causada por anomalias das glândulas lacrimais que impedem a produção adequada de lágrimas. “Mas o ressecamento ocular também pode acontecer por fatores externos, como o excesso de poluição ou o uso excessivo de computadores, celulares e tablets”, afirma a oftalmologista. O tratamento para olhos secos irá depender da causa, mas algumas medidas podem ser adotadas por qualquer paciente para amenizar os sintomas e evitar irritações. Confira:

Siga o tratamento indicado

O diagnóstico do olho seco é fundamental para que se possa planejar seu tratamento. A abordagem varia conforme a causa, que podem ser desde envelhecimento até o uso de medicamentos que interferem na produção de lágrimas, passando por problemas como excesso de exposição ao sol, poluição, lesões oculares e outras doenças relacionadas.

“Uma vez identificada a causa, é iniciado o tratamento ou as recomendações preventivas, que na maioria dos casos terá como auxiliares lubrificantes, medicações sistêmicas antioxidantes e de ação no aumento da umidificação ocular e suplementação de ômega vegetal e animal”, explica a oftalmologista Tania Schaefer, da Clínica Schaefer Oftalmologia e Neurologia, em Curitiba.

Dessa forma, é importante buscar ajuda médica se você estiver sofrendo com os sintomas de olhos secos, para encontrar um tratamento adequado e seguir as dicas de prevenção.

Descanse os olhos com frequência

“O uso de celulares, tablets e computadores causa uma tensão visual constante, pois a pessoa passa mais tempo com o olho fixo prestando atenção em um texto ou uma tela”, afirma a oftalmologista Ruth Miyuki Santo, responsável pelo Ambulatório de Córnea e Superfície Ocular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Esse esforço visual constante faz com que a pessoa pisque menos do que deveria, prejudicando a lubrificação ocular e favorecendo a evaporação das lágrimas com mais rapidez.

Pessoas com olhos secos devem usar esses dispositivos de forma mais cautelosa, evitando passar ficar muitas horas seguidas em frente às telas. “No caso do trabalho com uso do computador o recomendado é que a cada 50 minutos seja feito um pequeno intervalo redirecionando o olhar para um ponto distante, ao infinito, com finalidade de relaxamento da musculatura intrínseca do olho”, ressalta a oftalmologista Tania. Se estiver lendo um livro, tente fazer as mesmas pausas.

Não se esqueça de piscar

O piscar tem por finalidade o espalhamento da lágrima sobre a superfície ocular, determinando sua renovação e proteção. Ao forçarmos o olhar perante telas e livros, devemos nos certificar de que estamos piscando adequadamente, e fazer uma pausa quando necessário. “O piscar deve ser respeitado tanto para pessoas que tem problemas oculares como para as pessoas que usam a leitura para trabalho ou lazer no computador”, diz a oftalmologista Tania.

Hidrate-se

A ingestão de líquidos, principalmente de água, é muito importante. “As pessoas deveriam ingerir pelo menos de dois a três litros de água ao dia, e essa recomendação é de extrema importância para quem sofre com os olhos secos”, explica Tania Schaefer. Basta seguir a seguinte lógica: quando você passa muito tempo sem ingerir água, seus lábios tendem a ficar mais secos. O mesmo acontece com seus olhos, ainda que você não sinta tão intensamente. Uma hidratação adequada ajuda a garantir a lubrificação dos olhos por meio das lágrimas.

Evite contato com irritantes

Os olhos são sensíveis e ficam constantemente expostos a todo tipo de agente irritante – e quem tem os olhos secos está em maior risco, uma vez que o filme lacrimal tem a função de proteger nossa visão de agressões externas. “Ambientes climatizados com ar condicionado, umidade do ar muito baixa e exposição à fumaça do cigarro estão entre os principais irritantes oculares”, alerta a oftalmologista Ruth.

Segundo a especialista, os umidificadores de ar são aliados de quem precisa enfrentar o clima seco. No ambiente de trabalho, o ideal é se expor minimamente ao ar condicionado na medida do possível, caprichando na hidratação e lubrificantes oculares. “Evite também o ar condicionado do carro, faça um uso moderado e cauteloso do aparelho”, lembra. Usar óculos de sol que protegem dos raios UVB também é importante, uma vez que a exposição excessiva ao sol contribui para a evaporação lacrimal. “Já a fumaça do cigarro e a poluição atmosférica contém partículas irritantes que desestabilizam o filme lacrimal, comprometendo a lubrificação”, explica Ruth. Mantenha distância do cigarro e busque alternativas para driblar os danos causados pela poluição, como o uso de colírios e lubrificantes oculares.

Adicione ômega 3 à dieta

“O ômega 3 tem um efeito estimulador da produção lacrimal, melhorando a qualidade da lágrima”, afirma a oftalmologista Tania. Esse é um ácido graxo essencial, ou seja, que o organismo não produz. “Ele é incorporado na secreção de algumas glândulas lacrimais na pálpebra, formando uma cama de gordura em torno do olho para evitar que a lágrima evapore”, explica Ruth Miyuki Santo.

Para entender como o ômega 3 age na proteção ocular, basta imaginar dois copos com água. Em um deles, é adicionada uma pequena quantidade de óleo, que irá boiar por cima do líquido. Se ambos os copos forem deixados ao ar livre durante algumas horas, percebe-se que o copo sem óleo terá evaporado mais água. “O mesmo acontece com nossos olhos, que tem uma camada lipídica produzida por glândulas que tem uma certa quantidade de ômegas”, completa a oftalmologista. Por isso que a ingestão de suplementos de ômega 3 ou alimentos que contenham o nutriente ajudam o paciente que tem uma tendência ao ressecamento ocular. Aumentar a ingestão de peixes, ovos e sementes como linhaça ajuda a incrementar a ingestão do nutriente. O médico ou médica também poderá dizer se a suplementação é necessária.

Faça a higiene ocular adequada

“Se não é feita uma higiene adequada na pálpebra, cílios e bordas dos olhos, as glândulas já citadas podem entupir e não produzir as gorduras que evitam a evaporação da lágrima”, diz a oftalmologista Ruth. O ideal é usar produtos específicos para limpeza ocular ou então, segundo a especialista, um xampu infantil diluído em água. “Durante o banho, coloque uma gotinha de xampu infantil na palma de mão, faça uma espuma e friccione essa espuma na região dos cílios e borda palpebral – sempre com os olhos fechados, mas não apertados”, explica. Já os produtos específicos para limpeza devem ser utilizados seguindo as instruções médicas. Essa higiene ajuda as glândulas a trabalharem melhor e evita irritações.

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6 nutrientes amigos da saúde dos seus olhos

Incluir uma rotina de exercícios e alimentação saudável, ao contrário do que muitos pensam, não ajuda só na parte estética do corpo, mas em todo o seu funcionamento. Uma boa alimentação pode ajudar a ter o sono mais regulado, na disposição, concentração em atividades… E até na saúde dos olhos. Confira abaixo 6 nutrientes que são amigos da sua saúde ocular, e que podem ser encontrados em diversos alimentos.

Vitamina A

Vitamina A

Ao pensarmos em alimentos que fazem bem aos olhos, o que vem a nossa mente em primeiro lugar é: cenoura!

Ocorre que o vegetal é fonte de carotenoides – que são constituintes do pigmento macular. Esses componentes têm um papel como antioxidantes – protegem o organismo contra a ação dos radicais livres – e uma dieta pobre desse nutriente propicia o envelhecimento do corpo e cristalino.

A deficiência de vitamina A no organismo pode causar a cegueira noturna, que é a dificuldade de enxergar em lugares mais escuros.

Além da cenoura, outros alimentos ricos em vitamina A são o mamão papaya, brócolis, abóbora, manga, espinafre, laranja, batata-doce, ovo, queijo, entre outros.

Anote mais essa dica: para que seu organismo absorva os nutrientes mais fácil, é recomendado comer a cenoura cozida.

Vitamina C

Vitamina C

A nossa tão querida vitamina C tem entre suas vantagens ser um poderoso antioxidante. Ou seja, o papel dessa substância é de proteger as células sadias do organismo contra a ação dos radicais livres.

“Uma alimentação pobre em antioxidantes propicia o envelhecimento geral do corpo e também do cristalino”, afirma a doutora Keila Monteiro, professora titular da UNICAMP.

A vitamina C pode ser também uma grande aliada contra o desenvolvimento da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), além de ajudar a postergar a catarata. Outros estudos apontam que também pode reduzir a pressão intraocular em doentes com glaucoma.

Coma à vontade: acerola, goiaba, mamão, pimentão, brocólis, couve de Bruxelas, morango, abacaxi, laranja, kixi, melão centaloupe, couve-flor, couve, framboesa, acelga, tomate, limão…

Mas fique atento: a vitamina em excesso pode ter efeito contrário, então mantenha sua dieta balanceada.

Vitamina E

Vitamina E

A vitamina E tem poderosa ação antioxidante, ou seja, combate radicais livres que prejudicam a saúde das nossas células. É capaz de diminuir os riscos de desenvolvimento de doenças cardíacas, contribui para a prevenção do câncer de próstata e doença de Alzheimer.

Estudos mostram que combinada a outras vitaminas, pode reduzir o risco de progressão da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), doença que representa a causa mais frequente de cegueira em pessoas acima de 65 anos.

Amêndoas, brócolis, amendoim, espinafre, semente de girassol, azeite, mamão, kiwi, cenoura, pepino, abacate, couve, castanha-do-Pará… A lista de alimentos ricos em vitamina E é grande.

Zinco

Zinco

Você pode encontrá-lo em grão-de-bico, ervilha, feijão, carne vermelha, fígado, cereais integrais, castanha de caju, amêndoas, abacate, abacaxi, ameixa, banana, manga, melão, morango, alface, agrião, batata-doce, beterraba, brócolis, cogumelo, couve e couve-flor. UFA! O zinco é um mineral importante para a cicatrização, manutenção do paladar e olfato, além de ser fundamental para a função imunológica. O olho é um dos órgãos com maior concentração do mineral.

Ácidos Graxos e Ômega-3

Ácidos Graxos e Ômega-3

Nem todo tipo de gordura faz mal. Os ácidos graxos Ômega-3, por exemplo, não são produzidos pelo nosso corpo e são essenciais. Eles desempenham importantes funções no desenvolvimento e funcionamento do cérebro e da retina.

Você pode encontrá-los na linhaça, óleo de soja, óleo de linhaça, chia, nozes, sardinha, atum, arenque, anchova, peixes que vivem em águas profundas e frias, e também em algas marinhas.

Luteína e Zeaxantina

Luteína e Zeaxantina

São encontradas na laranja, nectarina, mamão, pêssego, brócolis, couve de bruxelas, repolho, couve-flor, ervilha, milho, rúcula, espinafre, abóbora, gema de ovo, entre outros.Essas são duas palavrinhas estranhas que você deve conhecer para manter a dieta completa. Afinal, não adianta querer ter uma boa saúde sem cuidar da alimentação. São substâncias presentes em milhares de alimentos e têm função antioxidante, que protege as células sadias do organismo contra a ação dos radicais livres. A zeaxantina é um fotoprotetor superior durante a exposição à luz prolongada e a luteína pode prevenir doenças oculares.

E tem mais uma dica: a luteína é solúvel em gordura, por isso o ideal é comer o vegetal com um pouquinho de óleo de oliva, para ajudar na absorção.

Fonte: http://www.jotazerodigital.com.br/6-nutrientes-amigos-da-saude-dos-seus-olhos.php

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Primeiro exame de vista

Muitas crianças só são levadas ao oftalmologista por dificuldade de enxergar a lousa em sala de aula, mas o primeiro exame de vista do bebê, conhecido como Teste do Olhinho, deve ser realizado ainda na maternidade, por um pediatra treinado, explica o dr. Adamo Lui Netto, pai de Aline, Giovana e Tatiana, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Depois, é preciso levar a criança ao oftalmologista com 1 ano de idade, aos 3 anos e, a seguir, antes de ingressar na escola e depois de iniciar a vida escolar, podem ser feitos de dois em dois anos, caso não haja indicação de frequência maior.

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que 50 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de distúrbio de visão e que 60% dos casos de cegueira e deficiência visual poderiam ser evitados se o tratamento tivesse sido feito a tempo. Por isso, é fundamental levar seu filho ao oftalmo.

Teste do Olhinho – o primeiro exame

É um exame simples, rápido e indolor, realizado com um aparelho chamado oftalmoscópio direto, com o qual o médico examina os olhos da criança. Deve ser realizado numa sala escura, com um auxiliar segurando o bebê, para garantir que o examinador tenha fácil acesso aos olhos do paciente. O oftalmoscópio deve ser posicionado a uma distância aproximada de 30 cm de cada olho.

Um reflexo vermelho homogêneo, simétrico e regular deve ser visto em ambos os olhos. O exame é realizado em mais ou menos 5 minutos e pode ser realizado por um pediatra treinado.

Quando é detectado o reflexo vermelho em ambos os olhos o resultado do exame é considerado normal. Se houver dificuldade em detectar o reflexo vermelho, a criança deve ser examinada pelo oftalmologista com exames mais específicos, para verificar eventuais doenças oculares.

Livros para convencer seu filho a ir ao oftalmo

O teste do olhinho pode detectar doenças que causem obstrução do eixo visual por opacidade, como catarata, glaucoma, opacidades da córnea, hemorragias no vítreo, e inflamações e tumores intra-oculares, entre outros. Ele é fundamental para que o diagnóstico e tratamento sejam realizados de maneira precoce, evitando a redução permanente da acuidade visual.

O exame está disponível em grande número de hospitais, mas ainda não em todos. O exame é obrigatório por lei nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo.

Sinais de alerta

Olho de gato na foto

Existem alterações que os pais podem observar na visão do recém-nascido que merecem cuidado imediato. Caso note que seu filho não acompanha os movimentos dos objetos e da luz ao seu redor, é preciso consultar um oftalmologista imediatamente.

Caso, ao fazer uma foto do seu filho, a pupila (parte preta do olho) apareça branca, como se fosse um olho de gato, significa que há opacidade dos meios transparentes, podendo ser catarata, opacidade de córnea, glaucoma ou um tumor intraocular, como o retinoblastoma, tumor maligno que se desenvolve na retina, que ocorre devido a uma mutação num gene do cromossomo 13. A criança pode nascer com o problema ou manifestá-lo nos primeiros anos de vida, afetando apenas um ou ambos os olhos. Na maioria dos casos, o retinoblastoma é curável, podendo ser tratado com quimioterapia, radioterapia e tratamento oftalmológico e a laser.

Estrabismo depois dos 3 meses

É normal a criança parecer estrábica (vesga) nas primeiras semanas de vida, pois não tem coordenação motora ocular para manter os olhos paralelos. Essa condição é considerada normal até aos 3 meses de idade. A partir dos 3 meses, se os olhos da criança parecem desalinhados é preciso consular o médico. O problema merece atenção principalmente se só um dos olhos permanecer estrábico, pois esse olho que não tem a fixação na região central da visão pode ter uma perda acentuada da acuidade visual, que se não tratada a tempo e corretamente se transformará numa perda permanente. O oftalmo pode indicar o uso de tampão, óculos e, em alguns casos, cirurgia.

Frequência de exames oftalmológicos

O primeiro exame da criança deve ser realizado no berçário, que é o Teste do Olhinho. Se estiver tudo normal, deve ser novamente examinada com 1 ano de idade, aos 3 anos e a seguir na idade pré-escolar.

Se estiver tudo normal do ponto de vista oftalmológico, os exames devem ser realizados na idade escolar, e a partir daí de dois em dois anos, dependendo dos achados nos exames anteriores, podendo ser um espaço de tempo maior ou menor.

Como são feitos os exames?

Os exames realizados quando a criança ainda não sabe explicar verbalmente o que sente ou vê, é baseado nos exames físicos objetivos, sendo usada a oftalmoscopia (exame com o oftalmoscópio), para avaliar se os meios oculares estão transparentes e esquiascopia, que verifica se os olhos apresentam graus que necessitam de óculos e que possam prejudicar a visão.

A partir dos 3 anos de idade a criança já passa a conseguir dar algumas informações, e no exame do pré escolar já é possível obter as informações necessárias para medir a acuidade visual e avaliar se é necessário realizar a correção óptica (indicar óculos). Desde o primeiro exame, podemos diagnosticar se os meios transparentes estão normais (se não há catarata, por exemplo) e verificar se a criança tem miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo, que geralmente necessitam de uso de óculos.

Quando precisa pingar o colírio?

Arde um pouco, é verdade, mas em todos os exames na criança, há necessidade de instilar o colírio dilatador da pupila. Ele é usado para verificar se os meios transparentes estão normais e, também, para medir os graus de miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo dos olhos, de maneira exata.

Consultoria:

Dr. Adamo Lui Netto, pai de Aline, Giovana, Tatiana, Francisco e Rodrigo, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e consultor da ZEISS, multinacional em lentes.

Fonte:

https://www.paisefilhos.com.br/crianca/primeiro-exame-de-vista/?offset=0

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Identifique doenças oculares em cada fase da infância

Na medicina, quanto mais precoce um diagnóstico, melhor. E o mesmo vale para os problemas oculares em crianças. “O olho se desenvolve até os seis a sete anos de idade, por isso é preciso detectar o quanto antes, para ter tempo de corrigir”, explica o oftalmologista Alfredo Tranjan, diretor clínico do Tranjan Centro Oftalmológico.

Porém é muito mais difícil a criança compartilhar esse tipo de problema. “A criança raramente se queixa à mãe, por isso a importância de levar as crianças, principalmente as pequenas, ao oftalmologista rotineiramente”, salienta a oftalmologista Fabia Carvalho Crespo, coordenadora médica do Centro da Saúde Ocular Dra. Katia Mello, no Rio de Janeiro. Mas a quais sinais devemos estar atentos? Perguntamos a alguns especialistas, que descrevem os principais sinais aos quais devemos estar atento para cada tipo de problema.

Teste do olhinho

O teste do olhinho é feito com o bebê recém-nascido por um pediatra ou oftalmologista. Ele consiste em jogar uma luz no olho dela e ver como ela volta. O ideal é que ela retorne avermelhada (por isso nossos olhos saem vermelhos em fotos com flash). “Se o reflexo for branco, por exemplo, é sinal de que há algo obstruindo o desenvolvimento dos olhos, que pode ser um tumor ou mesmo catarata ou glaucoma congênitos”, ensina o oftalmologista Alfredo Tranjan, diretor clínico do Tranjan Centro Oftalmológico. O tratamento de qualquer um desses problemas deve ser feito logo, para que a visão da criança não seja comprometida. Quando diagnosticada precocemente, eles são reversíveis.

Observe bem o seu filho pequeno

Os pais devem estar atentos à criança pequena, com um ano ou menos, afinal elas não podem falar, mas podem apresentar algumas alterações no olhar. “Desvios no olhar, lacrimejamento e reflexo esbranquiçado nos olhos nas fotos da criança são os sintomas mais importantes”, considera a oftalmopediatra Camila Cheble Ferreira, do Centro da Saúde Ocular Dra Katia Mello, do Rio de Janeiro. Prestando atenção a esses sinais, é possível detectar estrabismo (ou desvio do olho) e até mesmo a catarata congênita, caso o teste do olhinho não tenha sido feito. Mas é importante levar a criança para a avaliação do oftalmologista.

De olho no lacrimejamento

Quando a criança tem um lacrimejamento excessivo quando é pequena, ou até mesmo por volta dos dois anos de idade, isso pode significar alguma obstrução no canal lacrimal, que absorve a lágrima. Antes dos dois anos, ele pode se resolver sozinho, mas após essa idade é preciso intervenção. “O médico também pode recomendar aos pais fazer massagem perto do canal da lágrima, que ajuda a romper a obstrução. Se isso não resolver, é feito um procedimento com sedação, em que se passa uma sonda bem fina pelo canal”, descreve Tranjan. O problema de não se fazer isso antes dos dois anos de idade é que a estrutura que puxa as lágrimas pode atrofiar, e a obstrução pode evoluir para uma fibrose.

Atente ao desvio do olho

Antes dos seis meses de idade, é normal que a criança apresente alguns desvios nos olhos. Além dessa idade, pode ser um indicador de estrabismo, que precisa ser corrigido o mais rápido possível, para não prejudicar o desenvolvimento da visão. “Atualmente dispomos de uso de óculos, tratamento cirúrgico e exercícios ortópticos para tratamento de estrabismo”, enumera a oftalmologista Fabia Carvalho Crespo, do Centro da Saúde Ocular Dra Katia Mello. O estrabismo pode ocorrer por dificuldade de focalização (a criança não consegue unir a imagem dos dois olhos) ou porque deles não enxerga bem, então ele acaba não sendo usado, e desvia para dentro. O botox também é uma forma de corrigir o estrabismo, mas só é autorizado para adultos.

Confira de perto a hipermetropia

Muitas vezes o estrabismo pode ser decorrente da hipermetropia, quando a criança não consegue enxergar bem de perto. Esse desvio é para dentro (estrabismo de acomodação), e a correção na maioria das vezes é com uso de óculos, não com cirurgia. Outros sinais podem aparecer, como dor de cabeça, dificuldade de leitura e, às vezes, náuseas. O normal é os pais perceberem o problema apenas quando a criança está em fase escolar, pois ela apresenta dificuldades em acompanhar, ao copiar os conteúdos. Mas se os pais conseguirem ficar atentos aos sinais antes, é melhor.

Miopia à vista

Outro problema comum de ser diagnosticado em idade escolar é a miopia, dificuldade de enxergar de longe. Isso normalmente dificulta que elas enxerguem a lousa, o que atrapalha no rendimento escolar. Mas ele pode ser detectado antes. “A idade de aparecimento dos sintomas depende do grau da miopia da criança, pois na infância a criança consegue compensar pequenas graduações”, identifica Fábia Crespo. Se seu filho esbarra nas coisas, gruda na TV para assistir e não reconhece as pessoas de longe, são sinais claros de miopia, e merecem atenção.

Quanto mais tarde, piores as consequências

A ambliopia, também chamada de olho vago, ocorre quando um dos olhos perde a acuidade visual, ou seja, passa a não enxergar mais tão bem quanto o outro, e mesmo com o uso de óculos, não há resultados positivos. “Ela acontece quando até os sete anos a visão é prejudicada por algum fator como: estrabismo, falta de óculos, catarata congênita, queda das pálpebras (ptose palbebral), entre outros”, enumera Fabia Crespa. A solução, quando o caso é precoce, é o uso de tampão no olho bom, para permitir que o outro seja usado e se desenvolva, como explica Tranjan.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/familia/galerias/16778-identifique-doencas-oculares-em-cada-fase-da-infancia

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A fotofobia pode ser sinal de inflamação nos olhos

Sem óculos escuros, parece que minha visão leva um choque…

- Sem usar os óculos de sol, no fim do dia, certamente estarei com dor de cabeça…

- Sem óculos de sol, mesmo nos dias nublados, não consigo sair de casa…

As queixas descritas acima são comuns em pessoas que sofrem com a fotofobia. A definição de fotofobia é dificuldade na presença de luz. A retina é formada por células fotossensíveis. Se existe algum problema, os olhos passam a recusar o excesso de informação no caso, luz , gerando o desconforto.

A fotofobia é geralmente um sinal de processos inflamatórios no globo ocular, sejam eles intra ou extra-oculares. Em doenças congênitas, a reação adversa à luz é o principal sintoma apresentado pela criança quando há alguma coisa errada com seus olhos. Muitos pacientes chegam ao consultório com queixa de baixa tolerância à luz. Mas, depois de uma análise mais detalhada, descobre-se que a pessoa tem algum tipo de doença ocular. A fotofobia dificilmente ocorre num olho normal. O que não quer dizer que não aconteça. Há casos em que olhos saudáveis apresentam dificuldade em lidar com a claridade.

Tratamento

Apenas após o exame oftalmológico é possível definir a alternativa terapêutica para quem reclama da claridade excessiva. Se o oftalmologista não diagnosticar nenhuma doença, a pessoa tem duas saídas para a fotofobia: aprender a lidar com ela, se o grau for minimamente suportável ou encontrar maneiras de regular a quantidade de luz que entra nos olhos, seja controlando a intensidade de luzes artificiais, seja usando óculos escuros em ambientes externos, que é a estratégia mais adotada por quem sofre desse mal.

É importante o uso de lentes de boa qualidade, tanto em relação à matéria-prima quanto à confecção.

O uso de lentes que não tenham proteção contra raios ultravioleta pode ser extremamente prejudicial, pois como os óculos são escuros, a pupila está mais dilatada.

Mas se não existe proteção contra raios UV, a quantidade de radiação que entra é maior. Essa luz invisível pode fazer com que pessoas mais sensíveis tenham predisposição maior a catarata e processos degenerativos da retina.

Além da proteção contra a radiação ultravioleta, as lentes ideais devem ter uma superfície bem surfaçada, com curvas de boa qualidade. As lentes não podem ser onduladas porque podem provocar astigmatismo.

Quando há complicações

Quando a fotofobia é sintoma de outra doença, o tratamento do “incômodo” se altera. A causa mais frequente de fotofobia por alteração ocular é o astigmatismo, que se caracteriza quando a córnea, que normalmente é redonda, se torna ovalada.

Desse modo, as imagens captadas pelos olhos são projetadas não na retina, mas ora um pouco à frente dela, ora atrás, ora até em dois planos anteriores ou posteriores a ela.

A consequência é que quem sofre de astigmatismo, além de ver tudo distorcido, ainda apresenta maior sensibilidade à luz.

O astigmatismo pode ser corrigido com óculos, lente de contato ou cirurgia, mas mesmo assim, um certo grau de fotofobia pode persistir.

A fotofobia também pode resultar por cicatrizes na córnea e por doenças inflamatórias oculares relacionadas ao reumatismo; toxoplasmose, herpes e outras doenças infecciosas; doenças neurológicas, psicológicas e psiquiátricas; alergia crônica nos olhos e até cânceres oculares.

Pacientes com cicatrizes na córnea precisam avaliar a possibilidade de um transplante. Bebês que nascem com fotofobia podem ter glaucoma congênito ou conjuntivite, doenças que requerem tratamento imediato.

Outro grupo vulnerável é o de mulheres na menopausa, com mais de 50 anos, que freqüentemente, apresentam diminuição no volume de lágrimas, com isto, suas pálpebras grudam, provocando micro lesões na córnea com dores nos olhos e também fotofobia.

Virgilio Centurion é oftalmologista e diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/materias/5487-a-fotofobia-pode-ser-sinal-de-inflamacao-nos-olhos

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Lentes de contato: sete cuidados com limpeza e armazenamento

As lentes de contato são um importante recurso para a correção de problemas como miopia, hipermetropia, astigmatismo ou vista cansada. Têm também função terapêutica no tratamento de algumas doenças oculares e após procedimentos cirúrgicos. Segundo a Sociedade Brasileira de Lentes de Contato e Córnea (SOBLEC), estima-se que 1% de brasileiros use lentes de contato, o equivalente a cerca de dois milhões de pessoas.

Para manter a saúde ocular é preciso usar as lentes de contato corretamente, uma vez que elas sofrem interferências de fatores fisiológicos, como a própria lágrima, e também ambientais, como a poluição. Por essas e outras razões é importante saber como é feita a limpeza e manutenção das lentes, além de respeitar o prazo de validade. Siga essas dicas e mantenha sua visão livre de problemas:

Limpeza da lente

As lentes de contato devem ser higienizadas antes e depois do uso. Isso evita que micro-organismos externos entrem em contato com seu olho, prevenindo possíveis infecções. “Por isso é necessário também lavar as mãos com água e sabão antes de manusear as lentes”, explica a oftalmologista Tania Schaefer, da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO).

Após higienizar as mãos, já é possível retirar as lentes e higienizá-las. Certifique-se, antes de iniciar, que você obstruiu o ralo da pia com a redinha que acompanha o estojo. Dessa forma, você evita um possível acidente. “Então, coloque a lente nas mãos, pingue algumas gotas da solução e friccione levemente com os dedos para eliminar resíduos de sua superfície”, explica a oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho, chefe do Departamento de Oftalmologia da UNICAMP. O mesmo procedimento deve ser repetido antes de colocá-las no estojo.

Outra dica é iniciar a limpeza sempre com a lente da esquerda ou da direita, a fim de prevenir qualquer confusão e troca das lentes. Também é importante nunca reutilizar a solução que ficou no estojo após as lentes serem colocadas nos olhos, sempre usando uma porção nova de solução a cada armazenamento.

Limpeza do estojo

Assim como as lentes de contato, o estojo deve ser higienizado para prevenir infecções por micro-organismos. É necessário usar a mesma solução das lentes para lavar o estojo – e não água. Enquanto ainda estiver com as lentes, higienize as mãos e utilize a solução para lavar o estojo. “Permita que o estojo seque no ar em vez de usar qualquer papel ou toalha – uma vez que a chance de contaminação é maior nesses casos”, explica a oftalmologista Tania. Encha o estojo com a solução e, só então, coloque as lentes. Lembre-se ainda de trocar o estojo a cada três meses, pois eles também podem se tornar um meio de contaminação com o tempo.

Use a solução correta

Antigamente era comum usar soro fisiológico, mas hoje a substância não é recomendada por especialistas porque a chance de infecção é grande. “A superfície do olho é composta de água, gorduras e proteínas que garantem a lubrificação e proteção ocular”, explica a oftalmologista Keila. É normal, portanto, que as lentes de contato fiquem com resíduos de gordura e proteínas, que não são totalmente retirados com o soro fisiológico. Dessa forma, o soro deve ser usado em último caso, quando é necessário retirar a lente e não há uma solução multipropósito disponível.

A solução multipropósito cumpre as etapas de limpeza, remoção de proteínas, desinfecção, conservação do estojo e hidratação prolongada das lentes. Cada solução multipropósito tem suas características diferentes, existe solução que além de promover a limpeza removendo proteínas e lipídios, possui desinfecção eficaz contra bactérias e fungos, além de manter as lentes hidratadas de manhã até a noite.

Os agentes para desinfecção se diferem pela eficácia contra os diversos micro-organismos, pelo conforto nos olhos (não arder) e por manter a superfície do olho saudável, preservando as células da córnea. O oftalmologista é que deve indicar qual a melhor solução para cada paciente, dependendo do estilo de vida, tipo e material da lente.

Como colocar e tirar a lente de contato

É fundamental saber retirar e colocar as lentes adequadamente, evitando infecções ou problemas como colocar a lente no olho errado ou invertida. Dessa forma, antes de mais nada é preciso higienizar as mãos e escolher começar a colocar ou retirar sempre pelo mesmo lado (direito ou esquerdo).

Ao colocar a lente, observe se elas não estão invertidas. Para isso, encaixe a lente na ponta do dedo e coloque na direção da luz – se as bordas ficarem “viradas” para o lado de fora, a lente está invertida. Algumas lentes possuem os números 123 escritos, para que você possa perceber quando estão invertidas. Dessa forma, ao segurar a lente contra a luz, os números devem estar na sequência correta.

Após essa verificação, já é possível colocar a lente. Segure cuidadosamente a pálpebra superior para que você não pisque. Então, puxe cuidadosamente para baixo sua pálpebra inferior com dedos da mão que está com a lente. Direcione o dedo com a lente de contato para os olhos e encaixe no lugar – se tiver dificuldade, olhar para cima pode ajudar. Uma vez que as lentes estão no lugar, solte as pálpebras e feche os olhos por um momento. Isso ajuda as lentes de contato a se ajustarem.

Para retirar as lentes de contato, o processo é bem parecido: após higienizar as mãos e escolher o lado, olhe para cima e puxe sua pálpebra inferior com o dedo do meio. Então, encoste o dedo indicador na borda da lente e deslize para baixo, na parte branca do seu olho. Segure a lente com seu indicador e o polegar para removê-la.

Uso correto da lente de contato

Segundo a oftalmologista Tania, a lente de contato não deve permanecer nos olhos por mais de 10 ou 12 horas. Isso porque ela pode interferir na lubrificação dos olhos, deixando-os secos e correndo o risco de aderir ao globo ocular, dificultando a remoção. O ideal é retirar as lentes para dormir, para evitar irritações. Isso porque algumas lentes podem atrapalhar o fluxo de oxigênio na área, deixando os olhos secos e irritados. “Existem lentes gelatinosas bastante permeáveis, que permitem uma noite de sono sem grandes problemas”, afirma Tania. “Mas, em geral, recomenda-se colocar as lentes no estojo antes de deitar.”

Para quem usa maquiagem, é importante colocar as lentes antes de aplicar os produtos e retirá-la antes de aplicar o demaquilante. “O contato com outras substâncias ou produtos podem comprometer sua validade”, recomenda a oftalmologista Keila. Assim você reduz o risco de deixar as lentes em contato direto com os cosméticos.

A recomendação de retirar as lentes também vale para atividades no mar ou piscina. “As lentes podem entrar em contato com micro-organismos presentes na água, além do risco de perdê-las”, alerta Keila. Entretanto, pessoas com graus altos de miopia ou hipermetropia podem usar as lentes segundo orientação médica – nesse caso, o ideal é usar óculos de proteção.

Com que frequência trocar as lentes?

“Cada lente de contato tem um tempo de vida definido por meio de inúmeras pesquisas, e não respeitar esse prazo pode prejudicar a saúde ocular”, afirma a oftalmologista Tania. Existem as lentes de uso diário, aquelas que duram semanas e outras que duram meses dentro da validade se a manutenção for adequada.

É necessário trocar as lentes que estão fora do prazo de validade porque, com o tempo, elas vão sofrendo alterações que mudam sua permeabilidade e curvatura. Isso pode interferir na eficácia das lentes e aumentar o risco de uma infecção. Respeite sua validade e consulte seu especialista para obter um novo par, uma vez que só ele poderá receitar as lentes de contato mais adequadas.

Quando usar lubrificantes oculares?

O uso de água boricada ou soro fisiológico apenas lava a superfície do olho. Esses produtos não lubrificam os olhos porque não possuem nenhuma substância hidratante. O soro fisiológico, por exemplo, pode agravar a secura ocular por conter sal (cloreto de sódio). Dessa forma, o ideal é lançar mão das soluções lubrificantes para evitar os olhos secos.

Atividades como andar de avião, passar muito tempo em frente a um computador ou outras telas e manter as lentes nos olhos por muitas horas podem causar secura ocular. Portanto, certifique-se de ter uma solução lubrificante para esses momentos, principalmente se você sofre com olhos secos.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/saude/galerias/18057-lentes-de-contato-sete-cuidados-com-limpeza-e-armazenamento