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Identifique doenças oculares em cada fase da infância

Na medicina, quanto mais precoce um diagnóstico, melhor. E o mesmo vale para os problemas oculares em crianças. “O olho se desenvolve até os seis a sete anos de idade, por isso é preciso detectar o quanto antes, para ter tempo de corrigir”, explica o oftalmologista Alfredo Tranjan, diretor clínico do Tranjan Centro Oftalmológico.

Porém é muito mais difícil a criança compartilhar esse tipo de problema. “A criança raramente se queixa à mãe, por isso a importância de levar as crianças, principalmente as pequenas, ao oftalmologista rotineiramente”, salienta a oftalmologista Fabia Carvalho Crespo, coordenadora médica do Centro da Saúde Ocular Dra. Katia Mello, no Rio de Janeiro. Mas a quais sinais devemos estar atentos? Perguntamos a alguns especialistas, que descrevem os principais sinais aos quais devemos estar atento para cada tipo de problema.

Teste do olhinho

O teste do olhinho é feito com o bebê recém-nascido por um pediatra ou oftalmologista. Ele consiste em jogar uma luz no olho dela e ver como ela volta. O ideal é que ela retorne avermelhada (por isso nossos olhos saem vermelhos em fotos com flash). “Se o reflexo for branco, por exemplo, é sinal de que há algo obstruindo o desenvolvimento dos olhos, que pode ser um tumor ou mesmo catarata ou glaucoma congênitos”, ensina o oftalmologista Alfredo Tranjan, diretor clínico do Tranjan Centro Oftalmológico. O tratamento de qualquer um desses problemas deve ser feito logo, para que a visão da criança não seja comprometida. Quando diagnosticada precocemente, eles são reversíveis.

Observe bem o seu filho pequeno

Os pais devem estar atentos à criança pequena, com um ano ou menos, afinal elas não podem falar, mas podem apresentar algumas alterações no olhar. “Desvios no olhar, lacrimejamento e reflexo esbranquiçado nos olhos nas fotos da criança são os sintomas mais importantes”, considera a oftalmopediatra Camila Cheble Ferreira, do Centro da Saúde Ocular Dra Katia Mello, do Rio de Janeiro. Prestando atenção a esses sinais, é possível detectar estrabismo (ou desvio do olho) e até mesmo a catarata congênita, caso o teste do olhinho não tenha sido feito. Mas é importante levar a criança para a avaliação do oftalmologista.

De olho no lacrimejamento

Quando a criança tem um lacrimejamento excessivo quando é pequena, ou até mesmo por volta dos dois anos de idade, isso pode significar alguma obstrução no canal lacrimal, que absorve a lágrima. Antes dos dois anos, ele pode se resolver sozinho, mas após essa idade é preciso intervenção. “O médico também pode recomendar aos pais fazer massagem perto do canal da lágrima, que ajuda a romper a obstrução. Se isso não resolver, é feito um procedimento com sedação, em que se passa uma sonda bem fina pelo canal”, descreve Tranjan. O problema de não se fazer isso antes dos dois anos de idade é que a estrutura que puxa as lágrimas pode atrofiar, e a obstrução pode evoluir para uma fibrose.

Atente ao desvio do olho

Antes dos seis meses de idade, é normal que a criança apresente alguns desvios nos olhos. Além dessa idade, pode ser um indicador de estrabismo, que precisa ser corrigido o mais rápido possível, para não prejudicar o desenvolvimento da visão. “Atualmente dispomos de uso de óculos, tratamento cirúrgico e exercícios ortópticos para tratamento de estrabismo”, enumera a oftalmologista Fabia Carvalho Crespo, do Centro da Saúde Ocular Dra Katia Mello. O estrabismo pode ocorrer por dificuldade de focalização (a criança não consegue unir a imagem dos dois olhos) ou porque deles não enxerga bem, então ele acaba não sendo usado, e desvia para dentro. O botox também é uma forma de corrigir o estrabismo, mas só é autorizado para adultos.

Confira de perto a hipermetropia

Muitas vezes o estrabismo pode ser decorrente da hipermetropia, quando a criança não consegue enxergar bem de perto. Esse desvio é para dentro (estrabismo de acomodação), e a correção na maioria das vezes é com uso de óculos, não com cirurgia. Outros sinais podem aparecer, como dor de cabeça, dificuldade de leitura e, às vezes, náuseas. O normal é os pais perceberem o problema apenas quando a criança está em fase escolar, pois ela apresenta dificuldades em acompanhar, ao copiar os conteúdos. Mas se os pais conseguirem ficar atentos aos sinais antes, é melhor.

Miopia à vista

Outro problema comum de ser diagnosticado em idade escolar é a miopia, dificuldade de enxergar de longe. Isso normalmente dificulta que elas enxerguem a lousa, o que atrapalha no rendimento escolar. Mas ele pode ser detectado antes. “A idade de aparecimento dos sintomas depende do grau da miopia da criança, pois na infância a criança consegue compensar pequenas graduações”, identifica Fábia Crespo. Se seu filho esbarra nas coisas, gruda na TV para assistir e não reconhece as pessoas de longe, são sinais claros de miopia, e merecem atenção.

Quanto mais tarde, piores as consequências

A ambliopia, também chamada de olho vago, ocorre quando um dos olhos perde a acuidade visual, ou seja, passa a não enxergar mais tão bem quanto o outro, e mesmo com o uso de óculos, não há resultados positivos. “Ela acontece quando até os sete anos a visão é prejudicada por algum fator como: estrabismo, falta de óculos, catarata congênita, queda das pálpebras (ptose palbebral), entre outros”, enumera Fabia Crespa. A solução, quando o caso é precoce, é o uso de tampão no olho bom, para permitir que o outro seja usado e se desenvolva, como explica Tranjan.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/familia/galerias/16778-identifique-doencas-oculares-em-cada-fase-da-infancia

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